QUEM SERÁ O PROXIMO PREFEITO?
·
Heitor
José Filippon
“
Quem não se interessa pela política já tomou a decisão política
de
que gostaria ter-se poupado: serve ao partido dominante”
(Max
Frish).
Acabou
frustrado o movimento “Acorda Getulio Vargas”. Era bom demais. Agrupar numa frente única os partidos que hoje
fazem oposição ao atual governo municipal era tarefa complicada. A historia
política do município já apontava para um final frustrado. Os interesses
pessoais prevaleceram. Ficou só a lembrança de uma boa iniciativa. Valeu a intenção!
A
definição dos candidatos de oposição aconteceu somente no ultimo prazo estabelecido
pela Justiça Eleitoral. Será que por desídia, indecisão ou excesso de zelo?
Enfim,
eles estão lançados!
Novamente,
a votação será compartilhada por quatro candidatos: Dino Giaretta (PT), Marcelo
Figueiredo (PL), Natalício José Botolli (PP-PMDB-PDT) e Pedro Paulo Prezzotto
(PFL-PTB-PSDB).
Dino
Giaretta (PT) concorre à reeleição. Contraria a cartilha original do seu
partido que na oposição sempre foi contra reeleições. No poder mudou. Sua
soberba não permitiu a escolha de um dos seus correligionários. Realiza uma administração
medíocre, só partidária. Frustrou seus 3.733 eleitores (36,98% dos votos úteis).
Foi eleito, principalmente, pelos votos da esperança, de protesto e dos desgarrados,
já que seu partido fez exatos 2.152 votos. No seu discurso de posse prometeu governar
para o município. Governou para o partido. Foi autocrático. Não dialogou com
seus aliados e muito menos com seus adversários. Teve dificuldades de se relacionar
até com alguns correligionários. No secretariado colocou somente os “companheiros”.
Alquimista, até transformou uma telefonista em Secretaria de Finanças. A
tradição da alternância também é um adversário histórico.
Marcelo
Figueiredo, não tem a menor chance. Na ultima eleição municipal, para prefeito,
seu correligionário Paulo Prause recebeu 37 votos. Na mesma eleição, para
vereador, o próprio Marcelo recebeu 16.
Natalício
José Botolli enfim sai dos bastidores e concorre pela primeira vez a um cargo
eletivo. Tem credenciais para postulá-lo. É empresário bem sucedido e
administrador competente. Representa o retorno de empresários qualificados a disputa
política. Conseguiu coligar tradicionais adversários PMDB e PP, que, até a
eleição de Giaretta sempre se alternaram na Prefeitura.
Pedro
Paulo Prezzotto concorre à Prefeitura pela segunda vez. Em 1992 pelo PDS (PP) obteve
3991 votos (34,68% dos votos validos). Não se elegeu. Na eleição de 1996, pelo PPB
(PP) elegeu-se vereador com 529 votos (5,52% dos votos validos). Mudou para o
PFL. Na ultima eleição reelegeu-se com 387 votos (3,79% dos votos validos). Agora,
não contará com os votos do PP como em 1992. Seu atual partido na ultima
eleição municipal recebeu 931 votos. Seu aliado, o PTB, 1321. Prezzotto é um
obstinado que há muito sonha eleger-se prefeito. Até mudou de partido para
garantir seu espaço. Tem relativa habilidade política. Porem, sua capacidade
administrativa certamente será questionada pelos eleitores e pelos seus
adversários. A má gestão dos seus negócios tornou-se publica através dos editais
de execução dos seus bens afixados no Fórum e publicados na imprensa.
A
resposta definitiva nós teremos nas urnas Os eleitores getulienses mais uma vez
decidirão quem será o seu prefeito nos próximos quatro anos.
Saudamos o
ingresso do empresário Natalício Jose Botolli na vanguarda política getuliense.
Seu ato nos remete ao pensamento de Max Frish que reproduzi no inicio. Continuamos
acreditando na qualificação dos políticos. Participamos, ou as minorias unidas
continuarão a representar as maiorias desunidas.
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* E-mail: hjfilippon@hotmail.com